Resumo da Avaliação
Caloi Mobylette Elétrica: A Lenda dos Anos 70 Voltou Elétrica
A Mobylette foi o sonho de consumo dos anos 70. Agora volta com motor 350W e acelerador. Mas vale quase R$ 10.000?
Pontuações por Critério
Como avaliamos
❦ Pontos Positivos
- Design icônico — a e-bike mais fotografada do mercado nacional
- Acelerador integrado — versatilidade entre e-bike e ciclomotor
- Freios hidráulicos a disco 160mm — excelente frenagem
- Pneus fat 4" — estabilidade superior em paralelepípedos e buracos
- Paralamas e bagageiro de série
❦ Pontos de Atenção
- Autonomia real de apenas ~28 km em uso misto — limitante para commuters
- Exige CNH-A e emplacamento por ter acelerador
- Proibida em ciclovias e ciclofaixas
- Preço próximo de R$ 10.000 não totalmente justificado por autonomia
Veredicto Final
Design incomparável e acabamento premium. Mas as restrições legais (CNH, emplacamento, proibição em ciclovias) limitam muito o uso urbano cotidiano. Recomendada para quem quer estilo, não eficiência de commuter.
4.2
Nota média ML
Volume de avaliações ainda limitado
20–28 km
Autonomia real relatada
vs 30 km declarados pelo fabricante
2 anos
Garantia elétrica Caloi
Motor, bateria e display cobertos
Autonomia real vs declarada
O fabricante declara autonomia de até 30km — a mais honesta da lista,
mas também a menor. Na prática, compradores relatam entre 20 e 28km em uso
real, especialmente com acelerador em uso constante. Para quem usa só pedal assistido em
terreno plano, os 30km são atingíveis.
A Mobylette tem a bateria mais pequena da linha Caloi: 36V 10Ah (360Wh)
sob o banco. Peso total de 30kg — a mais pesada da categoria para sua faixa de autonomia.
Comprar a Mobylette pelo preço é comprar a nostalgia — e a Caloi sabe disso.
Declarado pelo fabricante
Relatado por compradores
✓ Mais elogiados
- Design nostálgico inigualável: o principal argumento de compra — compradores relatam que a Mobylette gera reações de admiração e saudosismo onde passa. Não é uma bike, é um objeto cultural.
- Quadro alumínio fiel ao original: a forma arqueada clássica da Mobylette foi preservada — detalhes como o selim com grafia "Caloi" e a buzina retrô encantam compradores.
- Garantia Caloi de 2 anos no elétrico: mesmo benefício da E-Vibe City Tour — motor, bateria e display cobertos com suporte nacional.
- Silencioso e econômico: zero emissões e custo de recarga irrisório — compradores que usam para commute curto relatam satisfação com a economia gerada.
⚠ Problemas recorrentes
- Custo-benefício questionável a R$ 9.799: a crítica mais direta de especialistas e compradores racionais — R$ 9.799 por motor 350W e 30km de autonomia é caro frente à concorrência. Você paga pela nostalgia.
- Fragilidade relatada: compradores no Reclame Aqui relatam quebras prematuras de componentes — display queimado, freio hidráulico com defeito, peças frágeis para o preço cobrado.
- Peso de 30kg: a mais pesada da lista urbana para a menor autonomia — combinação desfavorável para quem precisa manejar a bike manualmente.
- Autonomia de 30km insuficiente para commute: para trajetos superiores a 12km por trecho, a bateria pode ser insuficiente sem recarga no destino.
- Peças difíceis: assim como na E-Vibe, reposição de componentes específicos pode demorar semanas no sistema autorizado Caloi.
Nossa análise: A Mobylette Elétrica é uma compra emocional — e não há
problema nisso, desde que você saiba disso. Se a nostalgia da Mobylette faz parte da sua
história e você quer uma bike para trajetos curtos com estilo único, ela entrega. Se você
quer a melhor relação km/R$ do mercado, existem opções muito melhores por menos dinheiro.
Não recomendamos como primeira e-bike para quem está entrando no mercado
sem apego emocional ao modelo.